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sexta-feira, 24 de abril de 2009

EUA - Comando Militar de Segurança do Espaço Cibernético (CMSEC)

"Foco será nas redes do Pentágono e em ofensivas de 'guerra cibernética'.
Objetivo é barrar hackers de países como China e Rússia, diz jornal"

O governo Obama planeja criar um novo comando militar cujo foco estará nas redes
de computadores do Pentágono e em capacidades ofensivas de guerra cibernética,
reportou o "Wall Street Journal", mencionando atuais e antigos funcionários do
governo que conhecem os planos.

A iniciativa reformulará os esforços das forças armadas para proteger suas redes
contra ataques de hackers, especialmente aqueles vindos de países como China e
Rússia, informou o jornal.

Funcionários do Pentágono foram citados como tendo declarado que o novo comando
será anunciado dentro de poucas semanas.

O comando do ciberespaço será liderado inicialmente por um oficial militar de
quatro estrelas, e será parte do Comando Estratégico do Pentágono, afirmou o
jornal, citando funcionários conhecedores da proposta.

-vozes da Branca e do Pentágono não comentaram de imediato.



O presidente Barack Obama deve anunciar um plano para melhorar a segurança
cibernética ainda este mês, depois que a Casa Branca concluir sua revisão sobre
o assunto, de acordo com o jornal.

O secretário da Defesa Robert Gates planeja anunciar a criação do novo
"cibercomando" das Forças Armadas depois que a revisão da Casa Branca for
concluída, segundo a reportagem, que cita múltiplos funcionários das forças
armadas familiarizados com o plano.

O jornal havia reportado anteriormente que espiões cibernéticos haviam violado
repetidamente o mais dispendioso programa de armamentos do Pentágono, o projeto
Joint Strike Fighter, de US$ 300 bilhões.

A identidade dos atacantes e as dimensões dos danos causados ao projeto não
foram reveladas, segundo o jornal.

O "Wall Street Journal" citou antigos funcionários do governo norte-americano
como tendo declarado que os ataques parecem ter se originado da China, ainda que
apontasse a dificuldade de identificar a origem dada a facilidade de ocultar
identidades on-line.

A embaixada chinesa declarou que a China "se opõe e proíbe todas as formas de
crimes cibernéticos", de acordo com o jornal.


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